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Sérvios do Kosovo votam, com obstáculos

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Sérvios do Kosovo votam, com obstáculos

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É difícil votar no Kosovo nas eleições sérvias. Radmila Savic, de 91 anos, esperou quase uma hora pelo autocarro que a levou de Pristina a Gracanica para exercer o direito de voto. Um direito que não lhe é concedido em Pristina, a capital do Kosovo. Gracanica está a alguns quilómetros de distância, é um enclave sérvio no Kosovo, tal como Mitrovica norte. No total, há cerca de 100 mil sérvios no território de maioria albanesa.

Todos temem pelo futuro, numa altura em que a independência do Kosovo está iminente. Zorica Pajovic, sérvio, acredita ainda que o kosovo vai continuar a pertencer â Sérvia, acha que é preciso um referendo e está convencido que o próximo presidente não vai deixar perder o território.

Em Pristina, contam-se os dias até à declaração de independência. De acordo com fontes não oficiais, as autoridades albano-kosovares poderão fazê-lo logo a seguir às presidenciais sérvias, se o nacionalista Tomislav Nicolic vencer. Se for Boric Tadic a ganhar o escrutínio, a independência deverá demorar uma semana até ser declarada.

O vice-primeiro-ministro kosovar, Hajredin Kuqi, diz que as eleições sérvias não têm um impacto directo no futuro do Kosovo, pois o território tem o seu próprio caminho para percorrer, cooperando com outros países, a Sérvia incluída. De qualquer forma, assegura, o Kosovo será independente.

Mil e oitocentos soldados das forças internacionais preparam-se para seguir para o terreno para uma missão de quatro meses.