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Rebeldes querem saída do presidente do Chade

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Rebeldes querem saída do presidente do Chade

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O presidente do Chade tem que abandonar o poder para os guerrilheiros aceitarem um cessar-fogo. Durante dois dias consecutivos não houve combates em Djamena mas nas ruas é possível seguir o trilho dos confrontos entre os rebeldes e as forças governamentais.

A capital continua sob controlo do exército chadiano, apoiado pelas forças armadas francesas, a quem os rebeldes acusam de ter provocado inúmeras baixas civis, facto desmentido pelo comando gaulês.

Os rebeldes, que prometeram novas incursões armadas, anunciaram estar dispostos a respeitar um cessar-fogo se for encontrada uma solução para a saída do presidente Idriss Déby do poder.

Antes, em Nova Iorque, o conselho de segurança das Nações Unidas condenou as acções dos insurrectos e aprovou a intervenção de países estrangeiros, incluindo a França, para travar as hostilidades.

O drama vive-se agora no terreno onde dezenas de milhares de pessoas fugiram da cidade em direcção aos Camarões. Muitos vivem sem tecto e há mercê da sorte.

A cruz vermelha já enviou ocarregamento de uma centena de toneladas de mantimentos para auxiliar os desafortunados e tentar evitar uma crise humanitária.

A União Europeia adiou a expedição de um contingente de mais de 3500 soldados para o Chade, que tinha como missão ajudar os refugiados da região do Darfur, no Sudão, país que negou estar a apoiar os rebeldes chadianos.