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EUA pedem à NATO reforços para o Afeganistão

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EUA pedem à NATO reforços para o Afeganistão

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O secretário norte-americano da Defesa, Robert Gates, levou para Vilnius o pedido para o reforço militar no Afeganistão por parte dos países europeus, mas não parece ter convencido os parceiros.

Os ministros da Defesa dos Estados membros da organização, reunidos na capital da Lituânia batem o pé. O Canadá já ameaçou retirar as tropas em 2009 e a Alemanha argumenta que já oferece o terceiro maior contributo, um contingente de 3200 soldados.

Para além disso, a França, a Espanha e a Itália, a quem Washington pede o envio de tropas para o sul do país onde se travam os combates com os talibãs, não estão dispostos a sacrificar a imagem política com semelhante decisão.

Para tentar unir todos em torno da missão, o secretário-geral da NATO lembrou: “Todos os aliados sem excepção – e estão todos no Afeganistão – concordaram que estávamos a comprometer-nos para o longo prazo. O desenvolvimento e a reconstrução demoram muito tempo – não quer dizer que demore uma geração, não quer dizer que vamos ficar durante uma geração”, insistiu.

A estratégia da aliança internacional contra os talibãs está para já a criar divisões no seio da organização e vai certamente dominar também a conferência anual sobre segurança que decorre este fim-de-semana em Munique , na Alemanha. Será também o grande assunto da cimeira da NATO em Abril, em Bucareste.