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Putin responsabiliza NATO e Estados Unidos por nova corrida às armas

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Putin responsabiliza NATO e Estados Unidos por nova corrida às armas

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O presidente russo acusa a NATO e os Estados Unidos de estarem na origem de uma nova corrida ao armamento.

Numa sessão alargada do Conselho de Estado da Rússia, Vladimir Putin fez um balanço dos seus oito anos na presidência e traçou um ambicioso programa de reformas até 2020, um indício de que manterá forte presença no poder após abandonar o Kremlin em Maio.

O chefe de Estado explicou que enquanto Moscovo liquidou bases militares em Cuba e no Vietname, foram desenvolvidas novas bases norte-americanas na Roménia e Bulgária. Putin sublinhou que o seu país não pretende entrar numa corrida às armas que esgote a economia e os recursos, mas terá de desenvolver uma nova estratégia de segurança, nomeadamente através do fabrico de “novos tipos de armamento com recurso a tecnologias de ponta”.

Putin afirmou que a Rússia respeitou “durante décadas os compromissos internacionais” em termos de segurança, nomeadamente o Tratado das Forças Convencionais na Europa. O presidente justificou a decisão russa de suspender a aplicação do tratado em Dezembro com a “falta de ratificação por parte de membros da NATO, que – disse – não respeitam (o texto) e querem que a Rússia o execute unilateralmente”.