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Afeganistão e Kosovo no centro da conferência sobre segurança de Munique

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Afeganistão e Kosovo no centro da conferência sobre segurança de Munique

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Podia ser uma conferência da NATO, mas não é. Poderia ser um encontro das Nações Unidas, também não é, mas é como se fosse.

Está a decorrer em Munique, no sul da Alemanha, a
Conferência Internacional sobre a Segurança, que conta com a presença de líderes de vários países, chefes da diplomacia, ministros da Defesa e altos representantes de vários de instituições internacionais.

O Afeganistão e o Kosovo são os temas que assumem maior destaque. O presidente sérvio, Boris Tadic, aproveitou a ocasião para endurecer o discurso e garantiu que “se o Kosovo declarar independência, o preço a pagar será muito pesado.”

Tadic exigiu ainda negociações sérias e voltou a afirmar que a independência do território de maioria albanesa serviria de precedente para criar mais instabilidade noutras regiões do mundo onde há problemas com separatismos.

Quanto ao Afeganistão, o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, considerou que um fracasso no terreno desencadearia uma ameaça séria para a segurança dos Europeus.

Gates relembrou que os atentados de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos, e alguns dos posteriores ataques terroristas na Europa tiveram como base de preparação o Afeganistão e a al-Qaida.

A NATO mantém um contingente de 42 mil soldados no território. Mais de metade é norte-americana. Os Estados Unidos querem que a Europa contribua com mais efectivos, pois só no Iraque estão mobilizados 160 mil soldados norte-americanos.