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EUA analisam impacto dos biocombustíveis nos preços dos produtos alimentares

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EUA analisam impacto dos biocombustíveis nos preços dos produtos alimentares

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A crise no sector imobiliário e a subida dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares estão na origem do mau momento que a economia norte-americana está a atravessar.

O aumento da produção de biocombustíveis nos Estados Unidos é um factor importante na subida dos preços dos alimentos, razão pela qual a Comissão económica conjunta do Congresso norte-americano decidiu analisar o impacto que este tipo de produção tem nos consumidores.

O Departamento de Comércio norte-americano divulgou esta quinta-feira que o índice dos preços do consumo aumentou 0,3% em Março, contra 0,1%
em Fevereiro.

À escala mundial, esta crise assume outras proporções. Entre Março de 2007 e Março de 2008, o preço do milho aumentou 31%, o do arroz 74%, a soja subiu 87% e o trigo 130%.

Para o director-geral adjunto da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), He Changchui, “os preços vão baixar”, mas aconselha para o facto de “a sociedade de consumo não esperar o mesmo nível de preços baixos verificados nos últimos 20 anos.”

Para combater a crise, Tailândia, Vietname, Camboja, Laos e Birmânia, associaram-se para constituir a Organização dos Países Exportadores de Arroz, que terá como objectivos fixar o preço do cereal e garantir o abastecimento da população dos países membros.

O secretário-geral da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico apelou na terça-feira à “livre troca de bens e serviços” para combater a subida de preços dos alimentos, defendendo que «os entraves à produção agrícola» aumentam a crise alimentar.