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CE só discute orçamento pós-2013 após ratificação do Tratado de Lisboa

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CE só discute orçamento pós-2013 após ratificação do Tratado de Lisboa

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No próximo ano, a agricultura, os fundos estruturais e a investigação vão continuar a absorver a maioria das verbas comunitárias. Bruxelas apresentou, esta terça-feira, o orçamento para 2009, praticamente igual ao deste ano.

As grandes alterações orçamentais estão previstas para depois de 2013, mas a Comissão Europeia (CE) recusa, para já discutir o assunto. A comissária da tutela, Dalia Grybrauskaité, espera a ratificação do Tratado de Lisboa. A comissária considera que “as orientações políticas do novo Tratado são muito boas. Os novos desafios estão claramente definidos: o fornecimento de energia, as questões ambientais e do aquecimento global, e a necessidade de inovação e investigação. Estes acordos políticos já foram alcançados no Tratado de Lisboa e permitem-nos”, diz, “saber como e em que direcção podemos utilizar o dinheiro europeu, no futuro.”

As orientações estão definidas, é certo, mas as discussões orçamentais são sempre polémicas.

Quando, em 2006, ‘in extremis’, os Vinte e Sete chegaram a acordo sobre o orçamento 2007-2013, concordaram também que, em 2008, novas prioridades orçamentais seriam definidas.

O Reino Unido e a Alemanha, por exemplo, insistem em reduzir o orçamento agrícola, o que não agrada à França. Além disso, a Alemanha – principal contribuinte do orçamento comunitário – já fez saber que recusa dar mais do que 1% do seu PIB.