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Generais avançam com o referendo no Myanmar

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Generais avançam com o referendo no Myanmar

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Apesar dos apelos internacionais, as autoridades do Myanmar avançaram com o referendo sobre a nova Constituição do país. A junta militar decidiu adiar a consulta, apenas nas regiões mais devastadas pelo ciclone Nargis, que atingiu milhão e meio de pessoas.

Os generais pretendem que o referendo abra caminho a um sistema mais democrático, mas os analistas falam em farsa. “Este é um referendo que na realidade só permite o voto aos que apoiam a constituição. Eles não permitem a campanha do não”, afirmou Larry Jagan, analista político norte-americano.

Os militares defendem que a nova Constituição abrirá caminho à democratização do país, nomeadamente à introdução de um sistema multipartidário. Mas os opositores do regime, como os que se manifestaram este sábado junto à embaixada do Myanmar na Malásia, denunciam o referendo como uma manobra para consolidar o poder militar conquistado em 1962.