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A ajuda humanitária perde-se nos labirintos da Junta

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A ajuda humanitária perde-se nos labirintos da Junta

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A ajuda aos sobreviventes do ciclone Nargis chega a conta gota e os feridos acumulam-se nos hospitais onde os meios são escassos. Segundo o último balanço oficial, o ciclone que afectou a região do delta do rio Irrawaddy, no sul da Birmânia fez 23.000 mortos e mais de 42.000 desaparecidos, mas vários diplomatas estrangeiros no país admitiram que o balanço pode muito bem ultrapassar os 100.000 mortos.

Num hospital de Rangoon um médico conta que “muitas monges budistas tomaram a iniciativa de recolher comida para distribuir pela população afectada pela tragédia mas foram impedidos pelos militares porque são eles que querem distribuir a ajuda”.

Só ontem de manhã chegou à Birmânia o primeiro carregamento de ajuda humanitária enviado pelas Nações Unidas. Anteriormente dois outros carregamentos tinham sido interceptados pelas autoridades acusadas desviar a ajuda internacional desde sempre e desta vez parece não ser excepção. Até agora, Myanmar aceitou apenas ajuda limitada de países com quem mantém boas relações como China e Tailândia, além de quatro vôos de ONU e um outro do comitê da Cruz Vermelha Internacional.