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EU pressiona junta militar a aceitar trabalhadores humnitários estrangeiros

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EU pressiona junta militar a aceitar trabalhadores humnitários estrangeiros

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Chegam a Myanmar aviões de todo o mundo com mantimentos mas a junta militar não consegue fazer chegar a ajuda a todas as vítimas e proibiu a entrada de equipas humanitárias estrangeiras no país.

Bruxelas convocou uma reunião de urgência para responder à catástrofe.

Alguns países da União Europeia defendem que a ONU deve adoptar uma resolução para forçar Rangoun a abrir as portas à ajuda internacional, como deu a entender o chefe da diplomacia dos 27 Javier Solana:

“Devemos usar todos os meios para ajudar a população. A carta das Nações Unidas abre certas possibilidades, caso não seja possível fazer chegar ajuda humanitária a um país vítima de uma catástrofe”.

Dez dias depois da passagem do ciclone Nargis no sul da antiga Birmânia, dezenas de trabalhadores humanitários continuam à espera de vistos para entrar no país.

Mas nem todos os Estados-membros aceitam o recurso ao “direito de ingerência humanitária” e pedem uma abordagem prudente.

Dois milhões de pessoas foram afectadas pela tragédia, num país onde a população já vive em condições de extrema pobreza.

Há falta de água, comida e medicamentos.

Os sobreviventes refugiam-se nos mosteiros budistas ou dormem ao ar livre.

Consomem água contaminada e estão em contacto com cadáveres, o que aumenta o risco de infecções. Há numerosas crianças órfãs e doentes.

Segundo um balanço oficial, o ciclone fez trinta e dois mil mortos e trinta mil desaparecidos. Mas a ONU admite que possam ter morrido entre 60 a cem mil pessoas.