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Forças armadas libanesas vão recorrer ao uso da força se necessário

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Forças armadas libanesas vão recorrer ao uso da força se necessário

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O exército libanês anunciou que, se for necessário, vai recorrer à força para impor a lei e a ordem. Um anúncio feito no dia em que o presidente do parlamento decidiu adiar, uma vez mais, a eleição do chefe de Estado. O adiamento, desta terça-feira para 10 de Junho, acontece numa altura em que o Líbano volta a mergulhar na violência. Desde quarta-feira, já morreram dezenas de pessoas nos confrontos entre militantes da maioria anti-síria e a oposição liderada pelo Hezbollah xiita.

Amine Gemayel, um dos líderes da maioria, exige um compromisso do chefe do Hezbollah. “Nós insistimos, antes de qualquer diálogo, em obter uma promessa pessoal de Sayed Hassan Nasrallah, diante da opinião pública libanesa ou internacional e de todos os países envolvidos – Síria, Irão e Arábia Saudita – em como as armas não serão utilizadas novamente nos conflitos internos”, declarou.

Violentos combates entre apoiantes e opositores do governo libanês foram hoje retomados em Trípoli, a grande cidade do Norte do país. Mas Beirute também tem sido atingida pelos confrontos, os piores desde o fim da guerra civil em 1990.

O Líbano não tem presidente desde o final do ano passado, devido ao conflito entre as duas facções, que não se entendem na formação de um Governo.