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Obstáculos impostos pela junta militar de Myanmar prejudicam ajuda às vítimas

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Obstáculos impostos pela junta militar de Myanmar prejudicam ajuda às vítimas

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Chegam a Myanmar aviões de todo o mundo com mantimentos mas os sobreviventes da tragédia permanecem em risco de vida.

A junta militar não consegue fazer chegar a ajuda a todas as vítimas e proibiu a entrada de equipas estrangeiras no país.

Os generais assumem o controlo da distribuição da ajuda, só os nacionais podem participar nas operações.

A população acusa os militares de guardarem para si uma parte dos mantimentos.

A União Europeia convocou uma reunião de urgência para responder à catástrofe. O comissário para o desenvolvimento e para a ajuda internacional deverá viajar para Myanmar ainda hoje.

Dez dias depois da passagem do ciclone Nargis no sul da antiga Birmânia, dezenas de trabalhadores humanitários continuam à espera de vistos para entrar no país.

O coordenaor da ONU afirma que não há tempo a perder:

“Não estamos a chegar às pessoas com a rapidez que se impõe. Conseguimos ajudar tavez um quarto ou um quinto das pessoas e é claro que este número tem que aumentar rapidamente”.

Dois milhões de pessoas foram afectadas pela tragédia.

Há falta de água, comida e medicamentos.

Os sobreviventes refugiam-se nos mosteiros budistas ou dormem ao ar livre. Consomem água contaminada e estão em contacto com cadáveres, o que aumento os riscos de infecções. Há numerosas crianças órfãs e doentes.

Segundo um balanço oficial, o ciclone fez trinta e dois mil mortos e trinta mil desaparecidos. Mas a ONU admite que possam ter morrido entre 60 a cem mil pessoas.