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Operações de socorro na China dificultadas por mau tempo e corte de vias de comunicação

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Operações de socorro na China dificultadas por mau tempo e corte de vias de comunicação

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As operações de socorro no sudoeste da China levam os efectivos a desesperarem perante o cenário de destruição, agora debaixo de chuva. Há locais onde só se pode chegar de helicóptero. Mas com o tempo a piorar e a falta de locais de aterragem, chegar ao destino a pé é por vezes a única alternativa para as equipas de resgate.

Salvar os vivos é a prioridade das autoridades chinesas. Há por isso que abrir caminhos, desviar entulho e lamas, e ao mesmo tempo fazer frente a uma série de réplicas do tremor de terra – a mais forte registou-se esta tarde, manhã em Lisboa, exactamente 24 horas depois do sismo de 7.9 na escala de Richter.

Uma sobrevivente explica que ninguém lhes deu nada, já não comem desde ontem, nem adultos nem crianças.

As equipas de resgate trabalharam toda a noite nos escombros. Mais de 500 mil estruturas, entre casas, escolas, fábricas e hospitais, ficaram totalmente destruídas.

Alguns sobreviventes já estão em centros de deslocados, outros mantém-se junto às ruínas de casa, agarrados a poucos haveres que conseguiram recuperar.

Segundo as autoridades, foram destacados para as zonas afectadas 50 mil soldados, 17 mil dos quais estão a trabalhar já no terreno. Os restantes 34 mil estão a abrir vias de comunicação para permitir a passagem de ajuda humanitária. Serão ainda disponibilizados 20 aviões da força aérea chinesa. Esperam-se também efectivos estrangeiros.