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Projecto-lei sobre pesquisa embrionária ultrapassa primeiro desafio

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Projecto-lei sobre pesquisa embrionária ultrapassa primeiro desafio

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O polémico projecto-lei promovido pelo governo britânico que defende a pesquisa com embriões superou a primeira etapa na Câmara dos Comuns apesar da grande divisão entre os deputados. Uma dos pontos mais polémicos é a criação e embriões híbridos com ADN humano e animal.

O ministro da Saúde, Alain Johnson, considera existirem grandes vantagens. “A pesquisa de células estaminais tem um grande potencial para desenvolver novos tratamentos contra doenças degenerativas e outras doenças mortais. Traz a esperança para centenas de milhares de doentes e suas famílias. Este governo acredita que se deve continuar a pesquisa para explorar avanças na ciência médica”, defendeu o ministro.

Após um inflamado debate de sete horas, 340 parlamentares votaram a favor 262 pronunciaram-se contra.

“A pesquisa embrionária tem estado connosco desde 1990 e até agora não houve qualquer terapia benéfica que tenha saído dessas pesquisas. No entanto, a pesquisa em células embrionárias adultas produziu mais de 80 terapias e 350 estão agora em ensaios clínicos”, diz a deputada trabalhista”, Claire Curtis-Thomas.

Os partidos Conservador e Liberal-Democrata deram liberdade total aos deputados, enquanto os trabalhistas só poderão ignorar a disciplina de voto nalguns aspectos.

O projecto-lei propõe igualmente o desenvolvimento de embriões para criar os chamados irmãos “salvadores”, já que as células da medula ou o cordão umbilical do bebé poderão ajudar um irmão com problemas genéticos.

O documento propõe ainda a redução do prazo legal para a interrupção voluntária da gravidez, das actuais 24 semanas para 16 ou 18.