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Suspender Schengen é uma hipótese que a Itália não exclui

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Suspender Schengen é uma hipótese que a Itália não exclui

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Silvio Berlusconi tem pela frente três grandes desafios – o crescimento da Economia, a Segurança e a Imigração.

São os três pilares do novo executivo, numa altura em que se adivinha uma guerra exterior com a União Europeia por causa do espaço Schengen.

Schengen nem sequer foi mencionado no discurso de apresentação do programa de governo. O presidente do Conselho preferiu ocupar grande parte da meia hora em que falou no parlamento para dizer que Itália não pode perder tempo e tem de recuperar.

Mas quanto à segurança do país, que a nova coligação governamental relaciona directamente com a imigração, as coisas podem complicar-se.

O recém-nomeado ministro do Interior, Roberto Maroni, da Liga do Norte, quer tornar a imigração ilegal num crime punível com quatro anos de prisão. O responsável não exclui suspender o acordo de Schengen. Considera que imigrantes clandestinos romenos entram em Itália sem controlo através de outros países europeus que fazem parte do espaço de livre circulação.

Berlusconi diz que a integridade do país tem de ser respeitada sem que Itália perca o tradicional espírito de acolhimento.

Palavras mais cordiais para um tema bastante controverso que ameaça criar ruído em Bruxelas. De referir o presidente Durão Barroso substituítu o comissário italiano para imigração logo que a coligação chefiada por Berlusconi venceu as eleições.