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Junta militar pode ser acusada de crimes contra humanidade

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Junta militar pode ser acusada de crimes contra humanidade

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A junta militar do que governa o Mianmar poderá enfrentar acusações de crimes contra a humanidade se permanecer com as portas fechadas ao auxílio humanitário internacional. A hipótese foi levantada pela Espanha durante a reunião dos 27 em Bruxelas convocada de urgência para analisar os impedimentos de ajuda às populações de que a junta militar birmanesa é acusada.

Diego Lopez Garrido, secretário de Estado espanhol para os assuntos europeus afirmou que “se a junta colocar demasiados obstáculos a este auxílio teremos um caso em que se pode considerar crime contra a humanidade. Com esta atitude, a junta permite que milhares e milhares de pessoas morram”.

Os 27 pediram a Mianmar para dar acesso sem restrições às zonas afectadas e através da França e do Reino Unido vão apresentar um projecto de resolução nas Nações Unidas nesse sentido.

O comissário europeu para a ajuda humanitária Louis Michel deslocou-se a Mianmar para conversações com as autoridades daquele país.

No terreno o mau tempo que se faz sentir complica ainda mais auxílio num país em que se estima que o ciclone Nargis tenha provocado mais de 100 mil mortos ou desaparecidos.