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Função Pública francesa contra as reformas governamentais

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Função Pública francesa contra as reformas governamentais

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Os funcionários públicos franceses estão todos em greve, mas é para o ensino que os olhares convergem. Os professores rejeitam a reforma do ensino na escola primária e a supressão dos postos de quem parte para a reforma.

São previstas 22 900 supressões de postos de trabalho na função pública, 11 200 das quais no ensino, no orçamento de 2008.

Para 2009 prevê-se o fim de 35 mil postos de trabalho, o que deve representar uma poupança de 500 milhões de euros. Assim, em cada duas pessoas que se reformarem, só uma será substituída. Esta medida vai afectar todos os sectores da da função pública, porque há 5 milhões de funcionários públicos, que ocupam 22 por cento dos empregos disponíveis.

A reforma não surpreende ninguém. Nicolas Sarkozy prometeu-a quando se candidatou. Em Setembro passado, lembrou a urgência em reformar: considerou que a França vive acima dos seus meios. Os salários e as pensões dos reformados levam 45 por cento do orçamento da França. Ao substituir todos os que partem para a reforma nunca se vai poder reduzir os défices.

A redução de professores efectivos também não é bem aceite. Os professores recusam ter mais alunos nas turmas e fazer horas extra. O professor de economia Xavier Pallard já se manifesta há algumas semanas.

Queixa-se de ter 100 a 120 alunos para gerir e se lhe atribuem mais 30 não vai conseguir segui-los individualmente, o que afectará a qualidade do ensino.

Os funcionários que estão agora em greve protestam também contra o projecto de lei sobre a mobilidade que visa encorajar a mudança de profissão para deixar a função pública, graças a uma indemnização de saída voluntária. Os sindicatos denunciam a vontade de acabar com o estatuto. O braço de ferro promete ser forte porque o governo prometeu não ceder.