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População birmanesa diz que a ajuda governamental não existe

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População birmanesa diz que a ajuda governamental não existe

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O governo birmanês nada tem feito para ajudar as vítimas do Nargis. Quem o diz são os habitantes de uma aldeia dos arredores de Rangum, que construiram um campo de refugiados temporário e que têm sobrevivido graças aos alimentos e água fornecidos por particulares.

Uma das regugiadas do campo afirma que “algumas pessoas estão feridas mas não recebem tratamento médico”. “As autoridades pedem-nos para voltar para a nossa aldeia. Mas aí não temos sítio para viver”, diz a mulher.

Uma outra mulher que ficou desalojada confirma que as autoridades querem tirá-los daquele campo. “Mas nós já não temos casa. Para onde vamos? Eles têm algum plano para nos ajudar? Não têm, mas mandam-nos embora”, reclama.

Segundo as Nações Unidas, a passagem do ciclone Nargis provocou mais de 100 mil mortos e dois milhões e meio de desalojados.

Escolas e mosteiros servem de abrigo para quem ficou sem tecto. Muitos deles preferem mesmo construir os seus próprios acampamentos em vez de se refugiarem nos campos geridos pelo governo da junta militar.