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Presidente chinês visita a zona mais afectada pelo sismo

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Presidente chinês visita a zona mais afectada pelo sismo

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Quatro dias depois do sismo que abalou a China, o presidente Hu Jintao chega finalmente a Sichuan, a zona mais afectada. O chefe de Estado vai acompanhar as operações de resgate e já pediu urgência nas acções de salvamento nesta fase crucial do processo. Segundo as últimas estimativas oficiais, o número de mortos deverá ultrapassar os 50 mil.

Tendo em conta a dimensão da tragédia provocada pelo sismo de 7.9 na escala de Richter, o pior desde 1949, o governo enviou mais de 90 helicópteros e 30 mil militares para a zona afectada pelo tremor de terra.

Equipas de salvamento estrangeiras já estão no terreno, apesar das hipóteses de encontrar sobreviventes entre os destroços serem cada vez menores. No entanto, as famílias não perdem a esperança. Ontem, um jovem foi resgatado com vida dos escombros de uma escola, depois de três dias soterrado.

Razões de sobra que já levaram o governo chinês a abrir um inquérito para saber porque razão os edifícios escolares foram destruidos pelo abalo. Os familiares das vítimas dizem que as escolas foram mal construidas e que o governo não quis gastar dinheiro. O ministro da Educação garantiu que vão punir os responsáveis sem tolerância, se se provar deficiências na construção e manutenção dos edifícios.

O sismo ocorreu num momento em que milhares de crianças de encontravam na escola. Só na cidade de Mianyang, uma das mais atingidas pelo sismo de segunda-feira, cerca de 1000 crianças ficaram soterradas.