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Biocarburantes e comércio livre dividem UE e América Latina

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Biocarburantes e comércio livre dividem UE e América Latina

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A cimeira União Europeia-América Latina terminou ontem em Lima, no Perú, com mais consensos do que acordos. A mais de meia centena de chefes de Estado e de governo presentes na reunião mostrou-se unida para combater o aquecimento global e a crise alimentar.

No entanto, a questão dos biocarburantes ou os acordos de comércio livre com a União Europeia, continuam a criar fricções entre os dois lados do Atlântico.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, congratulou-se com, “a escolha dos temas do combate à pobreza e ao aquecimento global”, apesar da ausência de medidas concretas.

Em termos de acordos comerciais, vários países, como a Venezuela, continuam a exigir à União que reduza as taxas alfandegárias e que suprima as subvenções aos agricultores nacionais.

O presidente brasileiro Lula da Silva rejeitou as críticas aos biocarburantes, acusados de agravar a crise alimentar mundial. Para Espanha, é cedo demais para falar das consequências, quando a União Europeia quer generalizar os combustíveis verdes na próxima década.

Nos bastidores da cimeira, o presidente venezuelano tentou acalmar tensões com Alemanha e Espanha. Chavéz pediu desculpas à Chanceler Angela Merkel pelas acusações de que o seu movimento político teria apoiado Adolf Hitler.