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Inundações ameaçam cidades chinesas devastadas por terramoto


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Inundações ameaçam cidades chinesas devastadas por terramoto

A terra continua a tremer na China, dificultando as operações de resgate de dezenas de milhares de vítimas. Cinco dias após o tremor de terra que atingiu o sudoeste do país, os sismólogos já registaram mais de 140 réplicas.

Ao risco de aluimento de terras, soma-se o perigo de inundações, quando centenas de barragens apresentam fissuras. Em Beichuan, epicentro do terramoto de segunda-feira, e Quingchuan, as autoridades evacuaram as cidades, face ao risco de subida das águas.

O presidente Hu Jin Tao, de visita à cidade, foi surpreendido por uma réplica de sismo, durante um discurso de encorajamento às equipas da protecção civil.

As autoridades confirmaram um balanço de quase 29 mil mortos e quase 190 mil feridos, em toda a província do Sichuan, garantindo que o número de vítimas mortais não deverá possa ultrapassar os 50 mil.

Nas cidades mais afectadas, cerca de 10 mil pessoas poderão ainda permanecer sob os escombros.

As agências noticiosas relatam os protestos da população contra as autoridades locais, acusadas de desvio de fundos e negligência na construção dos edifícios públicos, em especial das escolas.

A televisão oficial prefere, no entanto, focalizar as operações de resgate de sobreviventes, aprisionados há vários dias nos escombros dos edifícios. O ministro chinês para a Protecção do Ambiente anunciou hoje que o exército se encontra em alerta para o risco de fugas radioactivas nas centrais nucleares. Em Mianyang, uma das zonas seriamente afectadas, estarão instalados vários arsenais de armas nucleares em bases secretas do exército.

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