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Junta militar birmanesa recusa-se a reconhecer derrota humanitária

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Junta militar birmanesa recusa-se a reconhecer derrota humanitária

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Pelo menos trinta mil crianças encontram-se em risco de morrer à fome na Birmânia. O alerta foi lançado pela organização Save the children, num momento em que a Junta Militar continua a recusar o acesso das organizações humanitárias estrangeiras às zonas afectadas pelo furacão Nargis.

Quinze dias depois da passagem do ciclone, que provocou mais de 78 mil mortos, calcula-se que apenas 140 mil dos mais de dois milhões e meio de sinistrados tenham até ao momento recebido assistência.

Um refugiado afirma que, “o governo não está a fazer nada, apenas a ONU e alguns privados conseguem trazer-nos comida e ajudar-nos a encontrar um abrigo”.

Um alto responsável da ONU chega hoje ao país para tentar negociar a entrada de novas equipas médicas e de salvamento, depois das negociações falhadas dos responsáveis da União Europeia.

Uma fragata francesa com 1500 toneladas de alimentos continua ao largo da costa Sul do país, à espera de autorização para atracar. O Reino Unido ponderava ontem a possibilidade de violar o espaço aéreo para largar ajuda humanitária sobre as zonas sinistradas.

Os ministros dos negócios estrangeiros da ASEAN reúnem-se amanhã em Singapura para analisar a situação. Várias vozes na ONU querem reabrir o debate sobre o direito de ingerência da organização em países atingidos por crises humanitárias.