Última hora

Última hora

Cinema europeu com ajudas públicas autorizadas por mais três anos

Em leitura:

Cinema europeu com ajudas públicas autorizadas por mais três anos

Tamanho do texto Aa Aa

Boas notícias para o cinema europeu, no VI Dia da Europa do Festival de Cannes: As ajudas públicas à indústria cinematográfica vão manter-se, pelo menos, até 2012, em vez de 2009, assim decidiu a Comissão Europeia. O cinema continua, pois, a ser uma excepção às regras do mercado livre. E ainda bem, garante o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso: “Se deixássemos o mercado funcionar, num domínio como o da cultura, não poderíamos ajudar certas expressões culturais, por vezes minoritárias, mas de grande qualidade e mesmo vanguardistas.”

Bruxelas continua também a apoiar o cinema europeu através do Media. Criado em 1989, este programa ajuda à promoção das obras audiovisuais europeias. Para Christian Mungiu, Palma de Ouro do ano passado com o filme “4 meses, 3 semanas e 2 dias”, e padrinho deste Dia da Europa, o cinema do Velho Continente enfrenta agora novos desafios: “Como produzimos muitos filmes, a sua difusão e distribuição não será fácil. E uma das coisas mais importantes na qual temos de pensar é na pirataria. Porque as pessoas gostam do nosso trabalho, mas nem sempre da forma que apoiaria a produção de mais filmes – isto é, nem sempre os compram.”

Pirataria à parte, a Comissão Europeia aposta na diversidade cultural. E prevê alargar o programa Media a países exteriores à União Europeia. O Media Mundus ou Media Internacional deverá desenvolver estratégias de cooperação com outras regiões do mundo, como explica a comissária Viviane Reding: “Este ano, perguntámo-nos: ‘o que é que faz o cinema europeu, face ao cinema do resto do mundo?’ Por isso, vamos apoiar o cinema da Europa face ao exterior, face aos outros continentes.”

Durão Barroso e Viviane Reding discutiram o assunto com vários ministros da Cultura da Europa, em Cannes. Uma proposta concreta deverá surgir até ao final do ano. Depois do encontro, os responsáveis europeus festejaram o centenário de Manoel de Oliveira, com a projecção da primeira curta-metragem do realizador, “Douro, Faina Fluvial”, de 1931.