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Projecto de lei sobre embriões híbridos volta a ser debatido na Câmara dos Comuns

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Projecto de lei sobre embriões híbridos volta a ser debatido na Câmara dos Comuns

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O novo projecto de lei britânico sobre fertilização humana e embriologia voltou a ser debatido esta tarde na Câmara dos Comuns.

Um dos assuntos mais polémicos do texto é o da utilização com fins terapêuticos de embriões híbridos, uma técnica que consiste em retirar o núcleo de uma célula bovina para se inserir material genético humano.

Para o deputado liberal-democrata, Evan Harris, “é importante que o parlamento baseie o seu voto em questões éticas” e considera “ético regulamentar o uso de embriões, humanos ou uma combinação de material genético humano e animal, até 14 dias de desenvolvimento, enquanto forem microscópicos”.

Para quem defende esta técnica, um embrião híbrido daria origem a células estaminais embrionárias que poderiam ajudar milhões de pessoas com doenças incuráveis como Parkinson ou Alzheimer.

No entanto, Carlos Lima mostra-se céptico. Para o cientista português “objectivamente ainda não há resultados. As células estaminais embrionárias ainda não provaram serem benéficas para nenhuma doença”.

O texto prevê ainda a possibilidade de se autorizar os pais com um filho gravemente doente a recorrer à fertilização in vitro para escolher um irmão ou uma irmã geneticamente compatível que possa doar tecidos para o tratar. E elimina a necessidade de haver um pai para se recorrer à fertilização in vitro, o que permitirá aos casais de lésbicas recorrerem a esta técnica.

Depois do debate na especialidade, o texto volta à Câmara dos Comuns para aprovação final antes de passar para a Câmara dos Lordes e de ser aprovado pela Rainha.