Última hora

Última hora

China admite falta de recursos para realojar milhões de refugiados do terramoto

Em leitura:

China admite falta de recursos para realojar milhões de refugiados do terramoto

Tamanho do texto Aa Aa

O número de vítimas mortais do terramoto de há uma semana, na China, aproxima-se já dos 50 mil, parte dos quais ainda se encontram soterrados ou não foram ainda identificados. As primeiras equipas médicas estrangeiras chegaram hoje às zonas mais afectadas, na província de Sichuan, tendo agora como prioridade dar assistência aos 250 mil feridos e mais de 5 milhões de desalojados.

Pequim admitiu ter falta de tendas para realojar os sinistrados e que a reconstrução das casas destruídas poderá demorar vários meses. Apesar da escassez de recursos, as autoridades continuam a limitar o número de médicos estrangeiros presentes nas cidades mais afectadas.

Entre as vítimas, encontram-se milhares de crianças soterradas nos escombros de mais de 7 mil escolas. À dor dos familiares soma-se a revolta contra o governo regional, acusado de desviar fundos públicos e de utilizar materiais baratos que agravaram os efeitos do sismo.

Pequim tinha anunciado na semana passada a abertura de um inquérito às acusações. Os pais exigem que os responsáveis sejam condenados e que o regime decrete um dia de luto pelas milhares de crianças mortas durante o terramoto.

Desde segunda-feira, que centenas de réplicas do sismo dificultam os trabalhos de resgate de vítimas, ameaçando a resistência de barragens e instalações nucleares na região, a mais pobre do país.