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Terramoto na China custa 6,5 mil milhões

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Terramoto na China custa 6,5 mil milhões

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O sismo que abalou a província de Sishuan, na China, pode vir a custar cerca de meio ponto ao crescimento económico do país. Um estrago limitado, tendo em conta a dimensão da catástrofe. A área atingida é essencialmente rural e pouco industrializada, o que realça as diferenças geográficas entre um Leste desenvolvido, motor económico do país, e um Oeste pobre.

Apesar de ter uma área semelhante à de Espanha e uma população de 87 milhões de habitantes, a província de Sishuan representa apenas 4,3% do PIB chinês e 0,6% das exportações.

A província teve, no primeiro trimestre, um crescimento de 14,5%. Estima-se que o terramoto tenha custado 6,5 mil milhões de euros. Números que podem ser bastante mais graves, segundo alguns especialistas.

Mesmo sem ser uma zona muito industrializada, houve infraestruturas importantes para a região que ficaram muito danificadas, como é o caso da barragem, que fornece energia eléctrica, ou de fábricas que ficaram destruídas. Estima-se que, durante um mês, a produção na província fique parada.

A ajuda prometida pelo Banco Central Chinês é de 500 milhões de euros, um número bastante abaixo dos estragos.

A ganhar ficam os grupos de construção e as cimenteiras, já que se prevê uma forte actividade de reconstrução destas áreas, o que deve devolver à economia chinesa a percentagem de crescimento roubada pelo terramoto.