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União para o Mediterrâneo une e separa Bruxelas e Paris

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União para o Mediterrâneo une e separa Bruxelas e Paris

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Um mar a uni-los e um mar a separá-los. As propostas concretas da Comissão Europeia para a União para o Mediterrâneo diluem mais ainda o projecto inicial do presidente francês. Nicolas Sarkozy tinha como prioridade a despoluição do Mediterrâneo; Bruxelas antecipou-se e, em Abril, apresentou um projecto semelhante.

Nicolas Sarkozy apostava numa copresidência bianual da nova União, com um presidente do Norte e outro do Sul do Mediterrâneo – e imaginava-se dois anos à frente da nova estrutura. A Comissão vem propor que o co-presidente da margem Norte seja sempre o presidente em exercício da União Europeia.

A Comissária para as Relações Externas nega tratar-se de uma “declaração de guerra. Antes pelo contrário”, diz Benita Ferrero-Waldner: Penso que é uma possibilidade de fusão, que será um sucesso. E será a única possibilidade de transformar em sucesso este projecto: Processo de Barcelona/União para o Mediterrâneo.”

Quanto ao financiamento, o presidente francês apostava nos fundos comunitários, Bruxelas privilegia fundos privados. Apesar dos escolhos, o novo projecto deverá ser lançado no próximo dia 13 de Julho. O tempo dirá se chegará a bom porto.