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Sangue volta à África do Sul

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Sangue volta à África do Sul

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Violência anti-imigração continua a crescer na África do Sul – nos últimos dias, resgitaram-se 24 mortes, todos estrangeiros. A polícia prendeu 200 pessoas relacionadas com os acontecimentos, mas a medida não foi suficiente para acabar com as agressões aos imigrantes, que chegam dos países vizinhos, como Moçambique, Zambia e Zimbabwe.

Desempregados sul-africanos perseguem-nos e descarregam a ira. Acusam-nos de lhes roubarem os empregos.

“Eu não tenho nenhum problema, mas não quero essa gente aqui. Eu não tenho problemas, mas quero que esta gente volte para os seus países, porque não temos trabalho por causa deles”, disse um amotinado.

Ao drama do desemprego, junta-se o drama da violência, para os estrangeiros que conseguem trabalho. “Perseguiram-me porque sou estrangeiro, foi por isso que eles me bateram”, desabafou um ferido.

Uma situação que preocupa vários governos, entre eles, o português. Mas também o sul-africano.
O ministro do Emprego e Segurança social deslocou a um dos locais mais problemáticos, para tentar resolver o problema:

“Queremos dizer que o nosso governo está muito preocupado com esta situação.Nós estamos aqui, porque descobrimos que há gente envolvida, com antecedentes criminais. Vamos desenvolver todos os esforços para proteger todos os cidadãos no nosso país e que foram afectados pelo que aconteceu aqui”, disse o governante.

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