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Referendo em Myanmar avança apesar da tragédia humanitária

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Referendo em Myanmar avança apesar da tragédia humanitária

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Mais de 130 mil mortos e desaparecidos, dois milhões e meio de pessoas afectadas pelo ciclone Nargis, é o último balanço de vítimas na antiga-Birmânia que não dissuadiu a Junta Militar de avançar com o referendo à Constituição.

Com um drama humanitário sem precedentes, as autoridades de Myanmar anunciam uma participação superior a 99 por cento entre os quase 23 milhões de eleitores. Segundo a Junta Militar, a nova constituição vai permitir eleições multipartidárias e uma eventual transferência de poder para civis.

A oposição, liderada pela prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, não acredita nas autoridades e assegura que as novas regras vão permitir aos militares ficarem eternamente no poder.

As autoridades da antiga Birmânia afirmam ter necessidade de uma ajuda internacional de 11 mil milhões de dólares para as vítimas do ciclone. Na semana passada foi anunciada pelas Nações Unidas uma conferência de doadores e entretanto a junta militar autorizou a entrada de trabalhadores humanitários estrangeiros.

A notícia foi recebida com agrado pela comunidade internacional mas alguns desses trabalhadores afirmam sob anonimato que as regras ainda não são claras, ainda não se sabe se podem avançar para o sudoeste do país, a zona mais afectada.