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O futuro líder das FARC é já alvo de busca

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O futuro líder das FARC é já alvo de busca

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A morte confirmada do lider máximo das FARC pode ser o início do fim da guerrilha colombiana. Manuel Marulanda de 78 faleceu em Março vítima de um ataque cardíaco, informação mantida até agoa em segredo pelo governo colombiano. Antes de ser rebelde, Marulanda era um homem comum chamado Pedro Antonio Marín. A entrada na clandestinidade aconteceu em 1966 quando tentou tomar de assalto a localidade natal Génova. Em questão está agora o futuro da guerrilha, provavelmente conduzida já por Alfonso Cano cuja captura ou assassinato podem estar a ser preparados pelo governo de Bogotá.

O presidente alvaro Uribe revelou que recebeu telefonemas de certos líderes do grupo armado que estariam dispostos a entregar-se e a libertar os reféns. Uribe reiterou a sua oferta de pagar uma recompensa que pode atingir 63,3 milhões de euros aos guerrilheiros que desertem com reféns.

O desmembramento da cúpula das Farc começou com a morte do número dois, Raul Reyes, em Março, numa operação do exército colombiano. Os analistas estimam que tudo isto representa um golpe moral para a guerrilha e que poderá causar um debate sobre a continuação da luta armada depois de todos estes anos. “Talvez tenham chegado à conclusão de que um sucesso militar conta o estado seja impossível e decidam negociar com Uribe.

Interrogações também sobre o futuro dos reféns, o mais conhecido Ingrid Betancourt, de 46 anos, ex-candidata presidencial franco-colombiana, detida pelas FARC há mais de seis anos e cujo estado de saúde é considerado desde há vários meses muito alarmante.