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Abusos sexuais de menores protegidos pela ONU e ontras ONG's

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Abusos sexuais de menores protegidos pela ONU e ontras ONG's

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Centenas de crianças sofrem abusos sexuais por parte dos trabalhadores humanitários e capacetes azuis em zonas de conflito.

A organização britânica “save the children” dá o alarme, apesar de ter sido atingida por este escândalo. O relatório desta ONG baseia-se nos testemunhos destes meninos e meninas, muitos apenas com seis anos de idade.

Jasmine Whitbread explica que o abuso sexual das crianças em situações de crise pelas pessoas que as deviam proteger, os que deviam manter a paz e os trabalhadores humanitários, continuaram ou não foram registados. O que este relatório salienta é que as crianças têm medo de represálias por se queixarem de abusos como a violação ou a troca de sexo por alimentos. As acções condenáveis de um grupo de pessoas afecta a imagem de toda a comunidade humanitária.

O caso não é recente. As Nações Unidas divulgaram, num relatório de 2005, casos de abuso sexual pelo seu pessoal e propôs medidas radicais, como os tribunais marciais, para lutar contra isso. Mas não foi suficiente e a ONG Save the Children defende a criação de medidas mais eficazes.

Corinna Csaky afirma que é necessário um organismo fiscalizador para todas estas ONG’s, incluindo a Save The Children, para prevenir a ocorrência de mais abusos. A maioria das crianças abusadas são orfãs ou foram separadas das famílias e trata-se de ajudar crianças vulneráveis que não podem ver no sexo um meio para sobreviverem.

Os 80 mil soldados da ONU, 200 mil trabalhadores humanitários no total, em todo o mundo, fazem um trabalho essencial para as populações. Uma minoria sem escrúpulos está a querer afectá-lo.