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Nações do Árctico reúnem-se para debater partilha do Pólo Norte

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Nações do Árctico reúnem-se para debater partilha do Pólo Norte

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A corrida às potenciais riquezas do Polo Norte está em aceleração face ao rápido degelo e esta terça-feira as 5 nações com território no Árctico vão reunir-se na Gronelândia, região ultramarina dinamarquesa.

Em cima da mesa vai estar o desafio da delimitação de fronteiras no Polo Norte. Estados Unidos, Rússia, Noruega, Dinamarca e Canadá reclamam soberania em zonas que terão um quarto das reservas mundiais de petróleo e gás.

As rivalidades são grandes. No último verão, exploradores russos colocaram uma bandeira no fundo do oceano após uma expedição, um acto que deixou algumas nações do árctico indignadas por verem o gesto como uma pretensão territorial russa.

Já na Dinamarca, preparado para participar na reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, desvalorizou o episódio ao referir que “foi um acto semelhante ao de todas as nações que colocaram bandeiras no Evereste, para não falar a bandeira norte-americana na Lua”.

O país organizador da reunião, a Dinamarca, fez um apelo para que as nações do árctico respeitem o direito internacional, que prevê uma zona de soberania de 200 milhas náuticas em torno do litoral.

Com o degelo, abrem-se novas vias marítimas e a exploração petrolífera torna-se mais acessível mas existe o risco de guerra.

“Actualmente estamos a assistir ao início de um eventual futuro conflito por causa dos recursos da zona do árctico. Naturalmente que seria desastroso porque poderosas nações estão envolvidas, nações capazes de lutar entre si”, refere o analista Viktor Kremenyuk.

Ao ritmo actual do degelo estima-se que em 2050 a calota polar fique quase extinta e o ouro negro pode mais uma vez motivar uma guerra com consequências imprevisíveis.