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SocGen enfrenta accionistas

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SocGen enfrenta accionistas

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A Société Générale teve esta terça-feira a primeira assembleia geral desde os escândalos que abalaram o banco francês. O presidente da instituição, Daniel Bouton, e o restante conselho de administração enfrentaram em Paris os accionistas que viram as acções da SocGen derreter dos 135 euros há um ano para os 66 euros na segunda-feira.

Além da crise do subprime nos Estados Unidos que implicou perdas de três mil milhões de euros, as operações do corrector Jerôme Kerviel estão na ordem do dia uma vez que provocaram prejuízos a rondar os cinco mil milhões de euros. Os accionistas querem explicações da administração.

De acordo com o advogado do jovem corrector, Kerviel “sempre disse que agiu sozinho mas que todos em seu redor sabiam, em princípio, o que estava a fazer. Por isso estranha que o banco tenha decidido chamar incompetentes aos superiores de Kerviel e que por outro lado tenham feito dele um bode expiatório ao afirmar que é um criminoso.”

Jérôme Kerviel encontra-se em liberdade mas permanece sob investigação judicial por abuso de confiança e falsificação. Um relatório de um gabinete de auditoria aponta no entanto o dedo à direcção por ter dado a primazia ao desempenho dos correctores em detrimento do controlo das operações.