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UE à pesca de uma solução face à revolta contra a subida do preço dos combustivéis

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UE à pesca de uma solução face à revolta contra a subida do preço dos combustivéis

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Os ministros das pescas da União, reunidos ontem na Eslovénia, não conseguiram chegar a um consenso para conter a revolta dos pescadores. França, Itália e Alemanha querem aumentar as ajudas directas, limitadas por Bruxelas a 30 mil euros por triénio. Em Portugal, o governo recusa-se a intervir, apelando a uma melhoria da competitividade no sector.

Um pescador francês afirma: “se é em Bruxelas que tudo se decide, então estamos prontos a desfilar na cidade para influir sobre esta Europa que não nos quer ouvir”.

Manifestantes de toda a União vão desfilar, na próxima semana, em Bruxelas, para exigir a descida o preço do litro de gasóleo de 80 para 40 cêntimos. Em Espanha e Portugal estão marcadas greves e manifestações a partir de sexta-feira.

Em França, onde o movimento dura há mais de uma semana, em alguns locais como no porto de La Rochelle, os ânimos esmorecem-se.

Um pescador afirma: “Somos vários a querer regressar ao trabalho. Estamos divididos, somos quase tantos quantos os que querem prolongar a greve”.

Em toda a União são cerca de 400 mil as pessoas que vivem da pesca. Bruxelas que se opõe ao aumento das ajudas nacionais, teme que outras classes profissionais se juntem ao movimento de protesto em Itália, Espanha, Portugal e França.

Os 27 têm algumas semanas para chegar a um consenso, antes do conselho de ministros das pescas, marcado para Junho, em Bruxelas.