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Os pescadores europeus estão em cólera pela recusa da comissão europeia em permitir ajudas directas ao sector das pescas, face ao aumento do preço dos combustíveis.

E esta quarta-feira demonstraram de uma forma mais dura o descontentamento. Centenas de pescadores oriundos de França, Itália e também de Portugal envolveram-se em confrontos com a polícia de choque belga, que encerrou o quarteirão das instituições europeias, em Bruxelas.

Os manifestantes chegaram a causar alguns estragos. No final da manhã um grupo de representantes de pescadores foi recebido pelo chefe de gabinete do comissário das pescas. O executivo europeu reiterou não ter soluções a curto prazo para o sector.

Os pescadores não aceitam a posição de Bruxelas. “Todas as medidas que propomos à União Europeia são consideradas incompatíveis, por isso agora são eles que têm de encontrar uma solução. Estamos aqui e muitas mais pessoas vão chegar de outros países. Por isso eles têm que resolver este problema porque não nos vamos embora enquanto não for encontrada uma solução”.

A comissão reafirmou estar pronta a ser flexível na ajuda financeira prevista nos fundos de estruturais de modernização do sector das pescas.

No entanto, a maré que se avizinha não é favorável ao apaziguamento. Bruxelas exige à França que recupere 65 milhões de euros atribuídos em 2006, sob a forma de empréstimos, a partir de um fundo criado para compensar os pescadores pelo aumento do preço dos combustíveis. Mais ainda. A comissão prepara-se para reduzir as cotas de pescas já no próximo ano. Medidas que prometem aquecer ainda mais os ânimos.