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Decisores querem Europa competitiva

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Decisores querem Europa competitiva

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Os decisores dos grandes grupos da economia global reuniram-se em La Baule, França, durante dois dias, com o objectivo de garantirem a competitividade da Europa.

Num quadro difícil, com a instabilidade do mercado financeiro, o colapso do crédito, e os agravamentos dos preços do petróleo e dos bens alimentares, a Conferência Mundial de Investimento levantou uma questão: pode a Europa manter-se como primeiro destino dos investimentos estrangeiros?

Em 2007, a Europa cativava 40 por cento daquele volume, mas há mudanças que justificam a reflexão. “O que nós analisamos hoje e amanhã, em La Baule, é a capacidade que os europeus têm de investir, em todos os domínios. Mas também a capacidade de conseguirem que as suas invenções, as suas inovações se tornem numa realidade económica, se tornem em produtos industriais”, disse um dos promotores.

O que pode contribuir para uma Europa mais atractiva é a estabilidade política, o quadro legal e o nível de infra-estruturas.

Naguib Sawiris, lider da Orascom, a telecom egípcia, queixa-se ainda de alguns obtáculos na Europa, especialmente, em França. “Há muita ansiedade com os investimentos estrangeiros. Tudo é estratégico. Qualquer coisa que se queira investir, é estratégico. Os europeus, não querem que os estrangeiros venham, e que comprem companhias francesas. Não percebem que hoje o mundo é global. E se não se muda, fica-se isolado. E, se se fica isolado, não se pode ser competitivo e vão perder-se empregos”.

Os europeus têm de ser mais abertos, sobretudo, ao Médio Oriente e ao Mediterrâneo. Uma região que pode vir a ser a grande retaguarda da Europa, com reciprocidade de benefícios. Mas isso exige mudanças e uma maior flexibilidade.