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"Arquitectos" do 11-S acolhem pena de morte

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"Arquitectos" do 11-S acolhem pena de morte

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Os acusados do 11 de Setembro recusam advogados e acolhem a pena de morte como forma de martírio pelo Islão.

O alegado “cérebro” dos atentados Khalid Sheikh Mohammed decidiu assumir a própria defesa e explicou que deseja a pena capital na primeira audiência perante a comissão militar que o vai julgar.

Na base naval de Guantanamo, em Cuba, os outros quatro supostos “arquitectos” dos atentados seguiram-lhe o exemplo embora, para alguns, de forma menos decidida.

O coronel Laurence Morris, que lidera a acusação, defende que “o processo é um sistema legal ordeiro, justo e aberto, semelhante a outros julgamentos em tribunais norte-americanos”.

No entanto, o acesso ao interior da audiência foi bastante restrito e mesmo secreto em determinados momentos, como quando os detidos descreviam o tratamento em cativeiro.

Uma advogada de Defesa diz que “se os norte-americanos vissem e soubessem o que se passa, se compreendessem as ramificações a longo prazo para a Constituição, sentir-se-iam envergonhados”. Suzanne Lachelier sublinha que sente “orgulho no uniforme e em pertencer à Marinha dos Estados Unidos”, mas acrescenta que “este processo não é motivo de orgulho para nenhum militar no activo”.

Os cinco réus são acusados de terrorismo, conspiração e homicídio de 2973 pessoas nos atentados de 2001. O julgamento tem início marcado para 15 de Setembro, data que a defesa diz ter sido escolhida para influenciar as eleições presidenciais.