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Irlanda: chumbo do Tratado de Lisboa não é o apocalipse

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Irlanda: chumbo do Tratado de Lisboa não é o apocalipse

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Foi em 1973 que o primeiro-ministro irlandês assinou o tratado de adesão à Comunidade Económica Europeia. Um ano antes, 82 por cento dos irlandeses tinham votado a favor.
Começava assim o milagre económico irlandês, que transformou um país pobre num dos casos de maior sucesso da Europa.

Mas evocar o milagre, não foi uma boa opção dos partidários do sim na campanha para o referendo do Tratado de Lisboa. Pelo menos na opinião do analista Sebastian Kurpas: “Gratidão não é um bom argumento numa campanha. É mais o que ganhamos e o que perdemos. Este tipo de argumento vende melhor”.

O deputado europeu Graham Watson entende que mesmo que o não vença não é o fim do mundo. “Eu não o vejo como um dia apocalíptico para a União Europeia, mas vejo-o como um momento em que alguns países europeus decidirão que não querem efectivamente mais do que uma área económica europeia, enquanto outros quererão claramente avançar no sentido de uma maior união política, sabendo dos benefícios que isso traz aos cidadãos”, realça.

Enquanto os adultos vão reflectindo sobre o sentido de voto no referendo acerca da reforma das instituições europeias, as crianças irlandesas recebem educação cívica sobre a UE.