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Madrid aperta o cerco aos camionistas

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Madrid aperta o cerco aos camionistas

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O Governo espanhol reage com mão de ferro contra o movimento de protesto de camionistas, que desde segunda feira bloqueiam auto-estradas e acessos aos mercados distribuidores em algumas cidades.

A polícia fez dezenas de detenções em vários pontos do país onde os protesto contra o aumento do gasóleo degeneraram em confrontos.

O ministro espanhol do interior Pérez Rubalcaba de clarou que “ vamos continuar a agir com a máxima força e firmeza contra os que querem perturbar a ordem pública, perturbar a mobilidade dos cidadãos ou impedir o transporte nos sectores que não estão
em greve. Especialmente contra os piquetes que são ilegais”, concluiu.

Os efeitos da paralisação já se fazem sentir em algumas áreas de produção do país. Se os bens essências continuam disponíveis o mesmo não se pode dizer de algumas fábricas do sector automóvel, obrigadas a interromper a actividade por falta de peças.

Em Granada, um grupo de camionistas observou um minuto de silêncio em memória de um colega morto esta terça-feira num bloqueio.

O movimento de protesto contra o preço dos combustíveis também teve a adesão dos agricultores espanhóis. A cidade de Almeria foi palco de confrontos violentos. A polícia de choque carregou sobre os produtores depois de este terem lançado uma carga de vegetais contra um edifício público local.

Em Portugal mantêm-se os bloqueios e os efeitos da paralisação estão a provocar a falta de combustível em muitos postos de gasolina, especialmente em Lisboa e no Porto.

A crise já atinge o aeroporto da capital onde foi suspenso o reabastecimento de aviões, com excepção dos voos prioritários, que envolvam aparelhos do estado, humanitários ou militares.

Apesar de nâo ter sido anulado qualquer voo, a TAP foi obrigada a efectuar escalas técnicas para reabastecimento no Porto e no Funchal