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Irlanda decide futuro do tratado de Lisboa

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Irlanda decide futuro do tratado de Lisboa

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Três milhões de eleitores irlandeses decidem hoje o futuro do Tratado de Lisboa. Um referendo cuja incerteza do resultado deixa o resto da Europa em grande expectativa. A Irlanda é o único membro da UE obrigada pela constituição a pronunciar-se sobre a reforma das instituições europeias.

O recém-designado primeiro-ministro Bryan Cowen, acérrimo defensor da adopção do tratado, enfrenta o primeiro grande desafio desde que lidera o executivo. Os principais partidos irlandeses são defensores do Sim ao Tratado de Lisboa, incluindo a Fine Gael, a maior fomação na oposição dirigida por Enda Kenny.

A excepção é o Sinn Fein, partido liderado por Mary Lou McDonald, que conta com apenas quatro lugares no parlamento. A subida dos impostos, o fim da neutralidade militar e a obrigatoriedade de legalizar o aborto são os principais argumentos a favor do Não.

Um sondagem publicada a semana passada punha os opositores irlandeses ao tratado pela primeira vez em vantagem, facto que provocou crispação em Bruxelas. Entretanto, a Grã-Bretanha informou os parceiros europeus que irá proceder ao processo de ratificação independentemente da posição tomada por Dublin. Os resultados do referendo ao Tratado de Lisboa só deverão ser conhecidos esta sexta-feira.