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Irlandeses: uma enorme responsabilidade sobre as costas


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Irlandeses: uma enorme responsabilidade sobre as costas

Uma campanha muito bem organizada pelas formações minoritárias do país, fizeram crescer a ameaça do Não ao tratado. O Sim começou a campanha a ganhar mas o reconhecimento dos irlandeses dos benefícios da adesão à União Europeia não foi suficiente. Nas ruas, os irlandeses dividem-se: “Ainda estou indeciso pois penso que o tratado é muito pouco democrático e teve um processo pouco claro”, afirma um irlandês.

“Eu sou muito pro europeu. Sempre fui. Quando era novo sempre achei que a Irlanda estava muito isolada devido ao domínio da política britânica. Eu passei muito tempo na Europa, vivi na Alemanha e penso que a Europa só pode ser positiva para a Irlanda”, defende outro eleitor.

Em Bruxelas o referendo é seguido passo a passo e com muita preocupação. As ambições com a reforma das instituições, que deverão obter maior protagonismo, podem ficar pelo caminho. A euro-deputada irlandesa Marian Harkin: “Penso que, de alguma forma, os eleitores irlandeses não gostam do facto de basicamente estarem a decidir pelo resto da Europa. È uma responsabilidade enorme para carregar sobre as costas”.

Mas Dublin não teve escolha porque este é o único país da União Europeia cuja Constituição obriga a realizar um referendo para que o tratado possa ser aprovado.

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