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Os cenários perante um eventual "não" irlandês

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Os cenários perante um eventual "não" irlandês

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Qual será o futuro da União Europeia caso os irlandeses digam não ao Tratado de Lisboa? É a pergunta que se coloca, a algumas horas de ser divulgado o resultado do referendo na Irlanda.

Um dos cenários possíveis é a renegociação do Tratado. Os 27 Estados tentarem acordar um novo texto, como fizeram depois do “não” francês e holandês à Constituição Europeia. Mas esta parece ser a solução menos provável, já que os governos europeus estão cansados de oito anos de discussões institucionais.

Outro cenário passa por manter o Tratado de Nice, actualmente em vigor. Isto apesar dos líderes europeus saberem que ele não fornece à União Europeia os instrumentos de que ela necessita para ganhar terreno na cena internacional.

O terceiro cenário possível será pedir aos irlandeses para votarem novamente o documento. Um novo referendo, tal como aconteceu depois de terem rejeitado o Tratado de Nice, numa primeira votação. Mas entre os dois tratados, os irlandeses obtiveram algumas garantias.

E poderá um não irlandês ter consequências para o processo de ratificação nos outros estados membros? “Se houver um não, é muito imprevisível qual será o efeito nos outros países. A Grã-Bretanha é muito importante, a Dinamarca também, a República Checa, onde decorre actualmente um procedimento de verificação judicial do Tratado”, responde Sebastian Kurpas do Centro de Estudos de Política Europeia.

Apesar de Londres já ter dito que, independentemente do resultado do referendo irlandês, vai avançar com o processo de ratificação do Tratado, um não irlandês deixará o primeiro-ministro britânico sob grande pressão.