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Falta de esclarecimentos favoreceu "Não" irlandês

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Falta de esclarecimentos favoreceu "Não" irlandês

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A imprensa irlandesa destacava no final de sexta-feira a vitória do “Não” ao Tratado de Lisboa.

Nas ruas de Dublin, as opiniões permaneciam divididas.

“Sinto apenas que para a Irlanda o voto pelo ‘Não’ foi uma decisão melhor. Não penso que votar ‘Sim’ traria os benefícios que toda a gente disse que traria”, explicava uma eleitora.

Mas nem todos tinham tantas certezas, e muitos culpam o Governo por não ter feito o suficiente para convencer os cidadãos.

“Na realidade estou muito despontada. Penso que todo o medo e falta de informação ganharam. No fim de contas, acabou por haver um imensa falta de clareza, falta de informação sobre aquilo que estava em causa e eu penso que as pessoas votaram ‘Não’ por não tinham certezas”, dizia uma jovem.

“Eu votei ‘Não’ mas sinto-me um pouco desconfortável, agora que o fiz, por causa dos grupos que apoiaram o ‘Não’. Eu não apoiaria o Sinn Fein”, explicava outro eleitor.

Os irlandeses disseram ‘Não’ à criação do posto de presidente da UE e ao reforço da diplomacia europeia. Tanto o Governo como os maiores partidos da oposição não conseguiram fazer passar a mensagem.

“Eu não estou surpreendido, mas para dizer a verdade, pela primeira vez em muitos anos, eu não votei por que não consegui decidir-me por qualquer dos lados”, explicava um irlandês.

O Tratado que previa a reforma das instituições europeias foi rejeitado pelo único Estado-membro que referendou a adopção do texto. Apesar de predominantemente pró-europeus, os irlandeses acreditaram no campo que anunciava uma perda de influência por parte dos países mais pequenos da União.