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Fraca afluência no referendo irlandês pode favorecer "Não" ao Tratado de Lisboa

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Fraca afluência no referendo irlandês pode favorecer "Não" ao Tratado de Lisboa

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Mergulhada na incerteza e suspense, a Europa espera o resultado do referendo sobre o Tratado de Lisboa na Irlanda. Segundo a televisão irlandesa RTE, a taxa de participação ficou entre os 40 e os 45 por cento, valores que lançam dúvidas sobre o futuro do texto.

Os analistas consideram que uma fraca afluência favorece o campo do “Não”, mais mobilizado. Em Dublin, um irlandês explica que votou “Não” porque não compreende o Tratado. Pensa que “deveriam voltar à mesa das negociações e simplificá-lo para a população”.

Outro eleitor diz que votou “Não” porque não está contente. Afirma que “quem tenta impor algo perde imediatamente” o seu apoio. Diz-se “pró-europeu”, explicando que viveu “em Itália, na Alemanha e em França”. Adora a Europa, mas acha que “nunca se deve forçar o povo irlandês”. As últimas sondagens colocavam o “Não” e o “Sim” em situação de empate técnico, com um grande número de indecisos. Os resultados serão conhecidos esta tarde.

Entrevistado à saída de uma assembleia de voto da capital, um irlandês diz que votou “Sim”. Afirma que “há provavelmente várias coisas por clarificar mas, no geral, fazendo um balanço de todos os aspectos e tomando em consideração as diferentes questões”, decidiu “votar ‘Sim’”.

A Irlanda é o único Estado-membro a submeter o Tratado a referendo, num importante teste para o recém designado primeiro-ministro. Brian Cowen espera, nesta sexta-feira 13, um “trevo de quatro folhas” que permita a ratificação do texto.