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Capacetes azuis holandeses no banco dos réus do TPI

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Capacetes azuis holandeses no banco dos réus do TPI

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O governo holandês encontra-se hoje no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional de Haia por não assistência às vítimas do massacre de Srebrenica em 1995.

A queixa foi interposta por dois familiares das vítimas, que acusam os capacetes azuis holandeses da ONU de terem recusado acolher na base de Potocari milhares de refugiados em fuga dos militares sérvios da Bósnia.

Os queixosos acusam os militares de terem fechado a porta da base militar aos familiares – um electricista e um tradutor ao serviço da força da ONU que seriam mortos durante o massacre.

A actuação dos capacetes holandeses azuis holandeses vai ser alvo de outro processo na quarta-feira, interposto por familiares de 6 mil das oito mil vítimas do massacre.

Um relatório, divulgado em 2002 tinha levado à demissão do governo holandês, acusado de enviar os seus militares para uma missão impossível em Srebrenica.

Os soldados, mal equipados e face à recusa dos altos comandos da ONU de lançar um bombardeamento, entregaram milhares de civis muçulmanos às mãos do general Ratko Mladic. O chefe das forças sérvias da Bósnia, acusado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade pela sua acção durante o massacre, encontra-se foragido.