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Inflação britânica é a mais alta da era trabalhista

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Inflação britânica é a mais alta da era trabalhista

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A inflacção pode atingir os 4% este ano no Reino Unido. São os receios hoje divulgados pelo governador do Banco de Inglaterra, na carta aberta enviada ao governo. Mervin King toca o alarme tal como a lei o obriga a fazer sempre que os preços no consumidor sobem um ponto percentual acima do limite de 2%.

No mês de Maio a inflacção chegou aos 3,3%, mas para o ministro britânico das Finanças o problema é mundial: “O que precisamos é ter a certeza de que trabalhamos com outros países para baixar os preços, porque esta é a única forma de baixar a inflacção não só neste país como em qualquer país do mundo”, afirma.

Os 3,3% atingidos no mês de Maio constituem o valor mais alto desde a chegada dos trabalhistas ao poder em 1997 e fazem-se sentir em todos os sectores, com particular relevância para a alimentação e as bebidas não alcoólicas.

Para Willem Buiter, antigo membro do Comité da Política Monetária, será muito difícil controlar os preços:

“A única forma de baixar a inflacção é com muitos sacrificios: com altas taxas de juro, fraco crescimento, aumento do desemprego e uma forte pressão sobre os consumidores, será assim”.

Uma pressão que os consumidores sentem já particularmente no momento de encher o depósito de combustível.

O Banco de Inglaterra, que tem que escolher entre a desaceleração do crescimento ou a aceleração dos preços, pode ainda surpreender com o rumo a dar à taxa de juro directora.