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Cessar-fogo no Médio Oriente

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Cessar-fogo no Médio Oriente

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A trégua conseguida pelo Egipto entre o Hamas e Israel deve entrar em vigor esta quinta-feira e durar seis meses. O impasse mantinha-se há algum tempo: o Hamas não baixava as armas e Israel recusava negociar com terroristas. Nas ruas de Gaza, as pessoas ainda estão perplexas.

“Fizeram de Jerusalém uma cidade judaica, conquistaram a Cisjordânia e devastaram Gaza e aqui estamos nós a procurar desesperadamente a calma para reabrir os postos de controlo? Não precisamos deles.”

“Todo o povo palestiniano quer a paz mas Israel habituou-nos a isto, em todos os acordos tomaram o que quiseram e deixaram os restos para os palestinianos”.

Também em Sderot, cidade israelita vizinha, que costuma ser alvo dos roquetes Qassam do Hamas, ninguém acredita. “Todos parecem esquecer mas somos atingidos pelos Qassam todos os dias. Quem deseja um cessar-fogo não pode disparar Qassams diariamente”.

Um outro judeu de Sderot está decepcionado com a trégua. Afirma que é uma decepção reconhecida por muitos homens de armas e deputados. Mesmo porque Israel renunciou a fazer da libertação do jovem soldado Gilad Shalit uma condição para a trégua. O que foi exigido foi que terminassem imediatamente os tiros de róquetes e obuses, assim como o fim do contrabando de armas para Gaza.

O porta-voz do primeiro-ministro, Mark Regev, exprime o profundo desejo de que, a partir de amanhã, a população civil no sul deixe de ser vítima dos róquetes e das granadas de morteiro dos terroristas da Faixa de Gaza, para dar início a uma nova era de paz e tranquilidade.

Do lado palestiniano, as exigências são particularmente logísticas, como o revestimento de pontes e de passagens, nomeadamente a de Rafah para o Egipto. Os palestinianos também reivindicam o fim do bloqueio israelita à Faixa de Gaza , imposto no ano passado.

Ismail Haniyeh, líder do Hamas, reitera que as exigências eram muito claras: o fim do bloqueio e da agressão. E isso considera estabelecido, pelo que o acordo com o povo palestiniano deve dar frutos.

As expectativas são altas. A abertura pode, no entanto, afectar o governo palestiniano de Mahmoud Abbas, que mudou as premissas. Pela primeira vez, na terça-feira, enviou um dlegado d Ramallah a Gaza.