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Cuba prepara-se para levantamento definitivo das sanções europeias

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Cuba prepara-se para levantamento definitivo das sanções europeias

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Fidel Castro reapareceu num vídeo retransmitido pela televisão cubana, ao lado do irmão Raúl e do amigo Hugo Chavez, pela primeira vez em cinco meses.

Fidel Castro apareceu de fato de treino, visivelmente mais magro, mas em aparente boa forma, sentado e de pé, em mais um encontro com o presidente venezuelano. A conversa centrou-se nos negócios do petróleo e da necessidade de os dois países produzirem os próprios alimentos, segundo Chavez.

Raul Chavez sucedeu ao irmão, a 24 de Janeiro, e iniciou um plano de reformas económicas: telemóveis, computadores e hotéis passaram a ser acessíveis aos cubanos.

Até o jornal oficial Granma abriu uma página às críticas dos leitores. No entanto, a abertura política é limitada, como alerta Yoani Sanchez que já ganhou prémios internacionais com o blog GeraçãoY. Sanchez testemunha a vida diária e as questões da geração cubana dos anos 70.

O argumento principal do governo para não permitir o acesso de todos à Internet é a impossibilidade técnica de se conectar a cabos submarinos. Por isso ela não acredita que o governo deixe cair este argumento de um dia para o outro e diga que todos podem conectar-se.

O regime de Raul Castro ainda tem provas a dar. As interdições mantêm-se e a dissidência é considerada uma traição; os opositores são vistos como mercenários.

Calcula-se que haja 240 presos políticos em Cuba. Em 2003, 75 dissidentes foram condenados a penas de prisão de 5 a 28 anos – 55 continuam detidos. Os outros foram libertados por motivos de saúde.

O golpe contra a oposição desencadeou sanções diplomáticas da União Europeia, suspensas em 2005. Bruxelas deve pronunciar-se agora sobre o levantamento definitivo das sanções europeias e sobre o relançamento do diálogo político.