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Violência em Gaza com fim à vista

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Violência em Gaza com fim à vista

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Israel e o Hamas preparam-se para dar início, esta quinta-feira, a um cessar-fogo na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pelo movimento palestiniano islamita e pelo Egipto, país tem mediado as negociações entre as duas partes. O acordo foi tornado público no mesmo dia em o exército isrealita lançou novos ataques aéreos no sul do território, provocando, a morte a seis militantes da Jihad Islâmica.

O líder do hamas, Ismail Haniyeh, acredita tratar-se de um “acordo duradouro que vai permitir aos palestinianos recolher os frutos da sua luta. Desde logo, o levantamento do bloqueio imposto na Faixa de Gaza e o regresso a uma vida normal.”

O Hamas tomou há um ano o controlo de Gaza, junto ao Egipto, após confrontos com o Fatah.

Um habitante de Gaza diz que “o acordo de trégua é do interesse de todos para que seja possível viver em paz e com dignidade.” O problema, afirma é Israel.

Em Gaza são muitos os que duvidam do empenhamento de Telaviv no processo: “Para que ninguém se esqueça estamos a ser constantemente atingidos por rockets. Quem deseja um cessar-fogo não dispara sobre nós Qassams todos os dias” afirma uma outra habitante.

Telaviv já disse estar determinado a levar adiante o acordo, mas não esconde ter dúvidas quanto à palavra dada pelo movimento islâmico. O fim da violência e a reabertura parcial das fronteiras de Gaza são os primeiros objectivos do cessar-fogo.

O acordo dá-se numa altura em Gaza se depara com falta de combustíveis e bens alimentares.