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Sem repostas para o "não" irlandês, Cimeira debruça-se sobre o preço do petróleo

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Sem repostas para o "não" irlandês, Cimeira debruça-se sobre o preço do petróleo

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O espectro do “não” irlandês paira, em Bruxelas, sobre a Cimeira que, esta quinta e sexta-feira, marca o fim da presidência eslovena da União Europeia. Os líderes dos Vinte e Sete estão dispostos a salvar o Tratado de Lisboa. Mesmo o primeiro-ministro irlandês defende a continuação do processo de ratificação, apesar das dúvidas da Polónia e da República Checa.

Quanto à questão irlandesa, Brian Cowen, que se reuniu com Durão Barroso antes da Cimeira, pede tempo: “Concordámos que a Irlanda precisa de tempo para analisar o voto da última semana e explorar alternativas. E, para isso, vamos lançar uma larga consulta, no país e no exterior. Para já, é demasiado cedo avançar com propostas.”

Nem a boa notícia chegada de Londres desanuvia o clima de crise que se sente em Bruxelas. Gordon Brown trouxe na bagagem a ratificação, pelo Reino Unido, do Tratado de Lisboa. A primeira depois do “não” irlandês e a décima nona, no total.

Os Vinte e Sete vão, pois, concentrar-se em questões concretas, garante o presidente da Comissão Europeia: “Vamos discutir assuntos importantes, relativos às preocupações dos nossos cidadãos, que são os preços da energia e o custo de vida. E acreditamos que, juntos, podemos fazer algo.”

O presidente francês, cujo país assume a presidência da União em Julho, continua a defender a sua ideia de um tecto máximo para o IVA dos combustíveis. Mas os Vinte e Sete não parecem estar de acordo sobre os métodos a utilizar para provocar a baixa dos preços dos carburantes.